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Jogos Mortais: Escolhas

“Uma coisa tão Simples, quanto o bater de asas de uma borboleta,
pode causar um tufão do outro lado do mundo.”

A vida é um caminho sem volta. Você faz escolhas e escolhas e escolhas. E cada uma dessas escolhas te define um caminho, que certamente por ter sido escolhido, automaticamente fecha alguns outros que nunca se abrirão novamente.

Danilo passou dois anos morando no Itália, longe da namorada. E voltou às pressas para ve-la de surpresa. Em seu bolso direito, um anel de noivado. Em sua mão esquerda o maior e mais bonito bouquet de Tulipas que ela adorava. E a primeira coisa que fez ao chegar, foi ir direto do aeroporto até o restaurante que ela estaria.

Na semana anterior, ela o havia questionado sobre casamento, sobre quando voltaria e, ela não gostou nada de ouvir que ele não sabia quando voltaria para ve-la. O peso da briga ainda o incomodava e, estava disposto à fazer de tudo para corrigir seu erro. Pedi-la em casamento e leva-la para a Itália com ele.

No entanto… Ao chegar no restaurante, a viu abraçada com um estranho, e pouco tempo depois um beijo aconteceu.

Ficou perplexo. Viu diante de seus olhos aquilo que nunca foi imaginado até então. Estático, apenas viu, olhou profundamente, e sorriu. De repente sentiu uma lágrima descendo pelo olho direito. Uma única lágrima, repleta de rancor, ódio, e acima de tudo, tristeza. As flores e a caixa da aliança foi ao chão, chamando a atenção de todos no restaurante.

E só então ela olhou para trás… Só então o viu. Só então tomou consciência do que havia feito, sem imaginar que ele estivesse ali, às suas costas. Ainda assustada tentou falar, mas as palavras não chegavam a sua boca, agora tão seca. Queria dizer que foi um erro, que não sabia que ele voltaria, que se deixou levar pelo momento… Mas nada saía, se perdia no meio do caminho…

– Dan, escuta eu não queria…
– Tudo bem, eu entendo.
– Escuta deixa eu falar…
– Não precisa, eu já estou indo.
– Não vai embora, deixa eu expli…
– Não tem o que explicar. Fique bem e seja feliz…
– Não! Espera, deixa eu falar! Me escuta…
– Chega! Me esqueça, assim como irei te esquecer…

Ele apenas se virou e foi caminhando calmamente até a porta. Entrou no carro, e foi embora, sem ao menos olhar para trás. E o clima no restaurante assim ficou tão pesado, que até uma criança sentiria.

Ela não sabia o que fazer, não conseguia andar, estava atônita. Sem ao menos perceber, as lágrimas foram brotando, sem parar. Alice não aguentou ver a amiga daquele jeito. Apenas a abraçou suas costas, e sussurou em seu ouvido.

– Amar é assim mesmo. Só nos damos conta quando perdemos, quando finalmente descobrimos o que queremos. Mas não desista. Lute e vá atrás, mesmo que não dê em nada. E se não der certo, viva. Simplesmente viva, e de hoje, só se lembre de não repetir os mesmos erros…

 

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