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Devaneios Noturnos Aleatórios: Toque…

Continuação de Na Mira

Mal saí do bar e não demorou cinco minutos para meu Uber chegar. Ela, por sua vez, ainda observava ao longe enquanto falava com os poucos amigos que se mantinham no bar. Aos poucos vi sua silhueta desaparecendo em meio ao povo, que se aglomerava à porta se preparando para se retirar.

Não passou muito tempo, o telefone tocou. Do outro lado da linha ouvia-se claramente o bar ainda em seu fervo. As vozes, risadas, e até mesmo a batida do rock clássico tocando ao fundo, todos em uma sintonia estranhamente homogênea.

– Onde te encontro?
– No quarto 507? Deixarei avisado a recepção.
– rs… Até lá então.

Enquanto aguardava, aproveitei o tempo para um banho. A noite ainda não tinha terminado, mas certamente, precisava relaxar um pouco. Toda aquela agitação, quantidade de gente aglomerada, som alto, nunca foi um hábito meu frequentar estes lugares, mas certamente uma experiência a ser degustada.

Saí do banho, mal deu para me secar direito. A campainha da porta tocava longamente. E ao abrir a porta, lá estava ela. E eu apenas de toalha abrindo a porta.

Entrou no quarto e sentou sobre a cama. Seus olhos cintilavam à meia luz do quarto. Conversávamos amigavelmente e foi entre um gole e outro de Johnnie que o beijo se repetiu.

A boca que iniciara um beijo suave, agora mordiscava meu pescoço, enquanto suas mãos tateavam meu peito em apalpadas fortes e mais frequentes. Minhas mãos percorriam suas costas tirando o pouco tecido que separava os dois corpos.

Quando, enfim nus, como viemos ao mundo, a deito na cama. Suavemente percorro seu pescoço e lóbulos, descendo em seguida aos seus seios de bicos rosados e carnudos, apoiado em meus braços, enquanto impetuosa, marcava minhas costas.

Com um único movimento, me puxou pelos cabelos me roubando mais um beijo, sendo em seguida arremessado entre suas pernas. Senti seu néctar descendo pela garganta, suas mãos pressionando cada vez mais contra sua virilha. O quarto outrora em silêncio fúnebre da timidez, foi inundado por gemidos agudos e desesperados.

Seus pés agora acariciavam suavemente meu membro, rijo e melado. Me puxou pelos ombros, sobre seu corpo, em um abraço carinhoso seguido de mais e mais beijos. E quando menos espero, sinto minhas costas arremessadas contra o colchão. Sua boa, insaciável, agora percorria cada centímetro dele, sugando cada gota que saía.

Puxei seus cabelos e a fiz sentar em cavalgada, preenchendo cada espaço vazio entre suas pernas. Entre beijos e mordidas, arranhões e grunhidos, agora os gemidos são de vontade. Os movimentos aos poucos se aceleram, suas mãos apertam as minhas cada vez mais forte. E com a chegada do êxtase, seu corpo declina sobre o meu, ambos trêmulos e exaustos.

Sua mão, acaricia suavemente meu rosto, e mais um beijo acontece. E quando dei por mim, tudo se apaga.

Acordei no dia seguinte, cansado, com as costas doloridas e completamente arranhadas. Ao meu lado, só o vão de alguém que dormira lá na noite anterior, com um bilhete escrito à mão.

– Obrigada pela noite. Você tem meu telefone. Me ligue.

Não gosto de aniversários. Mas este eu nunca vou esquecer.

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