/ outubro 30, 2016/ Contos, Devaneios Noturnos Aleatórios, Eu, Intimidade, Lembranças

Rede social, um contato, alguns assuntos, dúzias de mensagens, diversos assuntos. Um café, uma companhia. Jogos de olhares, pré julgamentos de poucas horas. Um sorriso, um telefone, algumas fotos. Um convite, uma hora, um lugar.

Morena de olhos claros, altura mediana, corpo com curvas, muitas curvas. Um flerte, um olhar mais profundo, pernas inquietas, mãos macias. O batom deixou de ser vermelho. Um sabor suave de caffee latte e um sutil toque de noz moscada e canela. Um decote ousado, uma lingerie vermelho bordô discreta em um vestido preto chamativo.

Uma sugestão, um toque de mãos, um sorriso acanhado, uma leve caminhada. Uma noite diferente, rotina fragmentada, assuntos diversos, uma troca de olhar sensual. O destino tornou-se outro. O desejo era um só. E a noite apenas iniciava.

Mal a porta se fechou e fui arremessado contra a parede. Sua boca foi de encontro a minha, com fome e vontade em um beijo suave e intenso. E por ali ficou longos minutos. Suas mãos pequenas puxavam meus cabelos, indicando a direção a ser tomada.

Ao primeiro sinal, suas mãos trêmulas saíram de meus cabelos e suavemente acariciavam meu peito. Tão logo, a camisa que outrora atrapalhava, perdeu metade de seus botões. Por pouco a calça não teve o mesmo destino.

Sua boca percorria meu corpo. Suas mãos foram direto ao membro, já desperto, em movimentos afoitos. E tão logo foi ganhou companhia, agora encharcado pela saliva que cobriu cada centímetro, em movimentos ora suaves, ora agressivos.

Próximo ao ápice, os movimentos se encerram. Ela se levanta, dá uma piscada e me oferece as costas, com um singelo olhar sobre os ombros. Lentamente suas mãos dedilham o próprio corpo, mostrando todas as suas curvas indo repousar na mesa logo ao lado.

Minha boca vai direto ao seu pescoço enquanto minhas mãos levantam seu vestido. Sua calcinha rendada agora repousa sobre o piso frio branco e minhas mãos delicadamente experimentavam seus volumosos seios, extraindo alguns grunhidos disfarçados em seus lábios carnudos.

Uma única ordem e sua virilha foi completamente preenchida, com movimentos inicialmente suaves e delicados. Um beijo cheio de vontade e o quarto e inundado por gritos e súplicas. Os movimentos lentamente aceleram. Ela puxa meu cabelo contra seu pescoço, apoiada em um único braço. Lentamente, ela debruça sobre a mesa, e suas mãos puxam minhas coxas com fortes apertões. E eis que chega o êxtase, banhados em gemidos agudos.

Corpos suados inda trêmulos, o arfar de um fim que não se entrega. Lábios afoitos em busca do par que lhe completa. Um misto único de ternura e gratidão.

E há o arfar. E há o suor. E há a vontade. E há os olhos. Os olhos que apenas se fitam em busca de mais ar e mais ardor.

Há noite e há suor.

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