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Rip Moment’s Cry

Dizem que homens crescem observando às costas de quem os cria. Assim sendo, nós não somos nada mais que um resumo de qualidades e defeitos que vemos nas pessoas que estão à nossa volta. E se a crença é verdadeira, o resultado é certeiro.

Nesta semana faleceu um parente próximo, partindo em forma de estrela. Mais uma para brilhar neste céu imenso que poucos de nós paramos para observar com calma e serenidade.

Um homem como qualquer outro, a quem poderia facilmente chamar de pai. Ainda lembro das diversas vezes que esse homem dedicou parte de sua vida a mim e minha família. E até onde me lembro, foi um homem íntegro. Não recordo de nenhum momento vergonhoso ou imoral.

Um homem que mesmo em sua cama de hospital lutando bravamente contra seu câncer, se preocupava com outros à sua volta. Não há como não lembrar que no fim do ano passado, em minha última visita, ele olhou nos meus olhos e com as poucas forças que tinha retirou de sua carteira alguns trocados me oferecendo pagar minha janta e um pouco de descanso na poltrona ao lado.

Sei que seguindo meu caminho do jeito que vivo hoje, meu destino não está tão diferente do dele. E sei, no fundo da minha alma agnóstica que, se ele foi é porque sua missão foi realmente cumprida. E… Se realmente existe um paraíso para irmos quando partirmos, é lá que ele estará.

Descanse em paz meu querido.

 

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