/ dezembro 18, 2016/ Eu, Intimidade

Como resultado do término com a querida D, evitei alguns lugares queridos. Ao menos até sábado passado, quando fui ao meu karaoke favorito. Um teste infantil de superação.

Mal cheguei à casa, encontrei alguns amigos e a casa completamente cheia. Pedi meu jantar, tentei relaxar, socializar com aqueles à mesa. E não demorou muito para que dona D chegasse. Senti meu coração disparar, minha pele corar e um medo gigantesco do inesperado. Ainda fui ao banheiro lavar o rosto. E foi na volta, dei de cara com ela.

Chegou com amigos, completamente linda, perfeita, exatamente como eu me lembrava dela.

Ela conseguira uma mesa logo ao lado da que eu estava. Com muita dificuldade me segurei por tensos dez minutos ignorando sua presença. E foi com um comentário de um novo conhecido sobre ela que meu mundo desabou.

Comecei a imaginar ela com outra pessoa. Não aguentei. Levantei, cumprimentei a todos conhecidos, e parti. Enquanto eu pagava a conta, ela veio falar comigo. Pensei em apenas ignorar e dar uma desculpa esfarrapada, apenas para quebrar a conversa. Mas as palavras que saíam de minha boca foram traidoras e a convidavam para uma conversa particular.

Minutos depois lá estávamos nós dois, conversando na porta do karaoke. Ela falava sobre superação, seguir em frente, não nos vermos mais. E eu apenas ouvia pensando em quanto eu gostaria de beija-la naquele momento. E aqueles olhos grandes e castanhos, brilhando bem à minha frente, enquanto palavras eram jogadas sem parar, apenas entrando por um lado e saindo por outro.

Não me contive. A puxei para um beijo, esperando levar um tapa na cara e finalmente cair a ficha que nada mais aconteceria. E para a minha surpresa, o beijo foi retribuído.

Minha noite acabou ali. E novamente eu vi. O que eu sinto, é real. E eu quero mais uma vez me jogar, sem medo de me machucar novamente.

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