Aperte "Enter" para pular para o conteúdo

Entre cantos e encantos…

Desempacotando as malas. Apenas um desabafo feito, uma mensagem enviada no facebook “Queria ter algo para fazer hoje”. Não deu 5 minutos, o telefone berra de cima da cômoda, quase se suicida no piso branco do quarto.

– Alô…
– 22h na Liberdade!
– Hã? Espera. Como assim?!
– Vi sua postagem no facebook. Apenas compareça!

Assim começou a minha noite, com uma ligação inesperada de alguém que não via há mais de 10 anos. Ainda meio desconfortável, para não dizer desconfiado, ainda assim me preparei para o que poderia ser uma noite completamente… Estranha?

Dado a hora marcada, lá estava eu, parado em pé na entrada da estação, degustando um cigarro enquanto sentia levemente as carícias do vento na face, agora geladas pela mudança repentina da estação. Entre um trago e outro me vinha as lembranças da última vez que eu havia encontrado este amigo.

Ao menor descuido, senti uma cutucada nas costas. Surpreso, assustado, engasguei com a fumaça e vem me uma longa tosse exagerada, interrompida apenas pelas gargalhadas das pessoas às minhas costas.

– Boa noite! Alec, este são Al, Breno, Diana. Pessoal, Alec.
– …Hum… Prazer. Onde vamos?
– Faz 10 anos e seu humor não mudou em nada.
– …Quer mesmo que eu responda?
– Ok ok… Vamos para lá!

Foram 5 minutos de caminhada, leve e silenciosa pelas ruas da Liberdade. Durante o trajeto Henry me contava seus últimos feitos, projetos, desejos para não dizer, aventuras e desventuras.

Foi então que paramos frente a uma pequena escada, parcialmente iluminada. Subimos e para minha surpresa, um salão um tanto quanto cheio, um palco de carpete vermelho, diversos sofás ocupados, um casal soltano a voz sobre ele.

Sentamos, eu e Henry, o restante do outro lado da mesa. Pedidos feitos, sorrisos soltos, uma alegria que eu ainda teimava em não sentir. E assim foi indo a madrugada… Pessoas subiam, faziam seu show ou assassinavam a música e a noite passava. Em alguns momentos um cigarro ou outro, mais bebidas, mais risos, mais alegria aleatória.

Não, eu não subi ao palco, nem me embebedei, não vi nenhuma deusa que salvará meu coração, nem qualquer coisa do gênero. Mas, pela primeira vez em muitos anos, fui pego de surpresa, em uma situação inesperada, sem expectativas nenhuma.

Obrigado meu amigo Henry

Seja o/a primeiro/a a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: