/ setembro 4, 2016/ Contos, Crônicas, Eu, Lembranças, Retratos da Vida Real

Anos atrás, eu trabalhei um tempo em um Hospital aqui em São Paulo. Um lugar maravilhoso. Aprendi muito, ri muito, fiz amigos e até hoje mantenho contato com alguns deles.

Agora imaginem a cena. Você está sentado na sua cadeira, trabalhando com seus códigos e imagens, e de repente, vê o office boy, o A., chegando com um carrinho de mão cheio de caixas e mais caixas. Diversas caixas, umas quinze para ser exato. Do que eu não sabia, nem imaginava, apenas observava.

Próximo à mim estava L. Um colega de trabalho com seus cinquenta e poucos anos, sentado, mexendo nas planilhas de estoque. E aí que eu me toquei que era dia de receber material e catalogar tudo.

De repente, L. se levanta, separa uma das caixas e coloca dentro de sua gaveta. E só aí que me dou conta do conteúdo das caixas, preservativos para distribuição no posto.

– L. Pra que tanto preservativo?
– Tenho que mandar pro Hospital. Só estou esperando o A. para eu pedir que ele leve.
– Ok. Mas, e aquela que você separou?
– Ah! Aquela é pra DAR PROS CARAS!!
– Espera! Pra que? Repete!

– Pra DAR PROS CARAS!
– Hum… E pra quantos vc vai dar???
– Ah… Pra uns trinta. Sabe como é… Eles sempre aliviam a minha, agora eu tenho que aliviar a deles também

Ah tá, entendi.

Agora paro e penso. Como tem gente (eu) com mente poluída, Santo Deus… rs…

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