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Devaneios Noturnos Aleatórios: Despedida

A sincronia foi estranhamente perfeita. Seus olhos mal cruzaram os meus e eu já sabia o que ela estava pensando. Uma troca rápida de olhares, um sorriso sutil e surge o beijo. O primeiro beijo. Ah, aquele beijo! Sua pele suave, aquele sorriso resplandecente. E seus olhos? Lindos, com aquele olhar profundo e forte, devorador de almas.

Alguns minutos de conversa, alguns drinks, mais beijos, mais olhares. Entre um beijo e outro, um passeio pelo pescoço, uma volta pela orelha. Sua voz suave entrava pelo ouvido e ia direto ao meu desejo, despertando toda excitação que há tempos não sentia por alguém. E como dois adolescentes inconsequentes, deixei que o corpo e a vontade ditassem o ritmo da valsa. Minha mente era apenas um expectador da noite que viria.

Mais um olhar, agora bem sugestivo, um convite indecente aceito imediatamente, a condição de ser a última noite. O destino nos leva para quatro paredes, onde um uma delas ilustrava bem o momento com sua imagem gigantesca de uma pimenta.

Me descuido por alguns instantes e sou arremessado contra a parede. Sua boca vai de encontro a minhas, agora claramente cheios de desejo. Suas mãos correm por meus cabelos, descendo de encontro a minha camisa, agora sendo retirada em desespero. Entre um beijo e outro a jogo na cama. Suas mãos agora percorrem meu peito já a mostra enquanto minhas mãos tateiam seu corpo, retirando seu vestido. E que corpo. Todas aquelas curvas e gingados.

Vagarosamente vou explorando seu corpo, parte por parte. O brinco retirado com os dentes, o bico rosado de seu seio, as pintas de sua barriga. O doce néctar que escorria por sua virilha, aos poucos ocupavam o vazio de minha boca esfomeada em sons que inundavam o quarto. Suas unhas cravadas em minhas costas apenas apontavam o trabalho sendo bem feito.

Com um movimento brusco fui arremessado ao lado. A caça vira caçadora, mordiscando suavemente de minha orelha até seu destino final. Surpreso, eu apenas saboreava atentamente seu olhar profundo enquanto ela saciava sua sede em meu membro. Visão deliciosa e privilegiada, e ela apenas me encarava atentamente a cada suspiro meu.

Não aguentei e a puxei pelos cabelos, arrancando de seus lábios um longo beijo, melado e fulgoroso. Grunhidos abafados, enquanto minhas mãos que agora brincavam livremente e as suas, novamente, marcavam minhas costas.

Novamente arremessado, meu membro novamente era alvo. Minhas mãos se enroscavam em seus cabelos, mostrando exatamente como eu queria. E ao comando dela, a puxo pelas coxas, indo direto à fonte do meu desejo. Ela rebolava lentamente sobre minha face, enquanto suas mãos inquietas ajudavam sua boca a saciar sua fome. E que fome!

E os movimentos ficam mais bruscos, lentamente. Os grunhidos já não eram mais tão abafados. E o ápice enfim chega ocupando todo espaço do quarto, com urros e gritos em nossos corpos trêmulos. Uma mistura insana de prazer e satisfação alcançada. Ambos exaustos, suados. E com uma única troca de olhares, novamente mais beijos e um ciclo que se reiniciava pela noite que mal começava.

Certamente, sem medo de arrependimentos, posso dizer que foi um dia memorável. Para não dizer a melhor noite com alguém em minha vida. Até o momento, pelo menos.

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