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Jogos Mortais: Despertar ao Pesadelo

Ela, uma senhora na meia idade. Casada há anos, confiava em seu marido, vivia sua vida para ele. E em tantos anos, todos os dias, a mesma rotina. Se houvesse uma receita exata pra se criar rotina, ninguém melhor do que ela para escrever como e o que fazer.

E assim foi em tantos anos. Casada, acordava as 5:00hrs, se arrumava e já saía para a rua. O mesmo de sempre, o cigarro do marido e o pão do café. Chegando em casa, arrumava a mesa e preparava o café.

As 6:00hrs acordava o marido, que acordava com muito trabalho e resmungando feito o diabo. Se arrumavam e assim compartilhavam o triste momento, a ausência da filha. Aquele lugar vazio na mesa, tinha o peso do mundo. E inexplicavelmente, ela sumira, deixando pra trás apenas uma carta de despedida, com os dizerem “Não me procure”

Com o tempo, a família cresceu. Adotara três lindos garotos. Mas todos os dias, ao amanhecer e ao entardecer, onde as lembranças da filha lhe eram mais forte, olhava ao horizonte e sempre se perguntava… “Como estará minha filha?”

O destino em suas mil brincadeiras de embaralhar, pode criar muitos mistérios, atar nós inseparáveis, fazer coisas desaparecer… E por que não, aparecer?

Certa manhã, ao voltar no mercado, se deparou com uma jovem parada em sua porta. E com cautela se aproximava desconhecendo o motivo. E ao se aproximar, reconheceu a pessoa à sua frente. E em prantos desabou.

Sua vida que era apenas triste e pacata, se tornou um inferno. A verdade que lhe ascendia à sua frente, foi uma facada na alma. À sua frente, sua filha, desaparecida por 24 anos. E junto dela, descobriu que seus três filhos adotivos, foram gerados por sua filha. Presa e abusada sexualmente por seu marido. Quem deveria guiar, se tornou predador.

Sua vida, tudo que sabia, tudo que construiu, tudo em que crera, tudo… Completamente estraçalhada em mil pedaços…

A verdade dói, mesmo àqueles que não merecem…

Baseado daqui.

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