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Jogos Mortais: Baleia Azul

João do Santos, pai, advogado, viúvo. Uma pessoa pacata, que com sua pouca idade, 48 anos, já havia conquistado muito dos luxos que sonhou por toda sua vida. Trabalhava em um grande escritório na região da Paulista, gostava de seu trabalho. Mas… Apesar dos pesares, não conseguia passar muito tempo com o filho.

Seu filho, Marcelo, era seu maior orgulho. Aos 15 anos de idade era um exímio jogador de futebol, tinha as melhoras notas do colégio e já estava estudando para a faculdade. E a escolha era única, a USP. João ouviu muito de seu pai “seja o primeiro, sempre”. E assim como foi para ele, toda a pressão e cobrança era repassada também a Marcelo.

Certo dia, chegando em sua residência, um luxuoso apartamento na região de Perdizes, se depara com a rua superlotada. Eram carros de polícia, ambulâncias e uma horda enorme de curiosos. Nâo conseguia passar. Ainda deu umas buzinadas e pediu passagem, queria ir para casa após um dia cheio no escritório mas não conseguiu. Manobrou o carro e parou por ali mesmo.

Enquanto caminhava para sua residência, o agrupamento de pessoas aumentava. E foi então que percebeu. Todo aquele estardalhaço era direcionado ao prédio em que residia. Já não estava entendendo mais nada.

Quando se aproximou mais do prédio, um policial o barrou. Dizia que a entrada estava proibida, sendo liberada apenas a moradores. João confirmou que residia naquele prédio e só queria ir para casa, o apartamento 13B. O policial olhou sério para João, falou algo estranho no rádio e chamou outros dois policiais o que escoltaram parte do caminho.

Um terceiro policial, o detetive que parecia comandar a situação, veio ao encontro de João. A princípio perguntas normais sobre quem residia no prédio, se ele havia notado algo diferente, ou preocupante. Um dos policiais fez um aceno com a cabeça ao detetive e foi então que o mundo de João viu seu mundo ruir.

Seu filho, Marcelo, havia se jogado da varanda de seu apartamento. Sentiu seu peso aumentar e caiu em prantos de joelho. Sua jóia, o verdadeiro amor de sua vida, se fora. Começou a se perguntar onde foi que ele errou. O que estava errado e ele não tinha notado. Não fazia sentido. Nada mais fazia sentido.

E foi então, que o detetive se aproximou. Em suas mãos estava um saco com um celular em seu interior. Ofereceu o saco a João e perguntou se era de seu filho. João confirmou, contou detalhes de quando comprou aquele aparelho. E quando pegou em suas mãos, a tela acendeu revelando seu conteúdo.

Em sua tela, uma única frase. Ou melhor, comando.

“50: acabe com sua vida”

Um novo jogo está brincando com a população. Específicamente nossos filhos, amigos e familiares. E nós, apenas estamos de braços cruzados com o único pensamento que estamos certos e não nos afetará.

A grande pergunta é: quantos jovens mais moerrerão até que vocẽ decida ser mais presente na vida daqueles que mais precisam de ti?

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